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Palestra sobre desafios da pesquisa e da pós-graduação é destaque no Fórum

Publicado em: Reitoria / 9 de Março de 2018 às 16:22

A palestra “Desafios da Pesquisa e da Pós-Graduação para os Institutos Federais”, proferida pela docente do IFRJ, Giselle Rôças, doutora em ecologia pela UFRJ e com atuação na área de formação de professores de ciências, foi um dos destaques nesta quinta-feira (8) na programação do 3º Fórum de Pesquisa do IFMT.

Promovido pela Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propes),  o evento teve a participação dos coordenadores de pesquisa e pós-graduação dos 19 campi do instituto. A abertura do 3º Fórum de Pesquisa ocorreu no dia 8, no Campus Cuiabá - Bela Vista e no dia 9 houve o treinamento do módulo SUAP-Pesquisa, no Campus Cuiabá - Octayde Jorge da Silva. 

Partindo de uma série de estudos intitulada ‘Reflexões na Educação, que incluem trabalhos de pesquisadores do IFRJ, IFRN e IFPB, Rôças destacou dois capítulos do primeiro volume da trilogia, para propor uma reflexão sobre os desafios da Rede federal.

Nessa primeira obra, intitulada “As políticas públicas e o papel social dos institutos federais”, ela questiona como está se dando a prática do ensino de pós-graduação e da pesquisa, que integram, por força de lei, o rol de cursos oferecidos e indaga se a oportunidade do convívio da educação superior com a educação básica será aproveitada ou perdida.

“Não estamos aqui só para dar aula. Precisamos nos (re)pensar; refletir a respeito das nossas aulas, produzir conhecimento e levar esse conhecimento à sociedade de maneira ampla. É preciso reconhecer que isso faz parte das nossas ações para fortalecer o tripé de ensino, pesquisa e extensão”, argumenta a docente.

Sobre o ensino de pós-graduação nos institutos federais ela aponta que mesmo sendo caracterizados como instituições de ensino superior (IES), “ainda é marcante a cultura de que o ensino de pós-graduação é exclusivo de universidades. Essa tentativa de apagamento é mais contrastante ao se deparar com um dos objetivos dos IFs de ministrar, em nível de educação superior, cursos de pós-graduação Lato e stricto sensu”.

Rôças apontou alguns possíveis caminhos de enfrentamento, como estabelecer parcerias, realizar estudos de demandas, abrir editais para seleção de docentes que contemplem distintos níveis e promover investimentos na Extensão. “Tudo isso, além da compreensão da identidade de um instituto federal”, ressaltou.

A conferência abriu o ano letivo para os dois programas de pós-graduação stricto sensu: os mestrados em Ensino e em Ciência e Tecnologia de Alimentos e contou com a presença massiva de alunos dos dois cursos.

Também participaram da conferência o reitor prof. Me. Willian Silva de Paula, os dois diretores-gerais dos campi que sediam os programas, prof. Me. Cristovam Albano da Silva Junior (Campus Cuiabá) e prof. Dr. Deiver Alessandro Teixeira (Campus Bela Vista), além do prof. Dr. Wander Miguel de Barros pró-reitor de Pesquisa e Inovação do IFMT.

Para o reitor, um dos desafios atuais dos institutos federais é concretizar a verticalização do ensino. “O gestor precisa fazer a pesquisa acontecer mesmo com poucos recursos. Uma saída é trabalhar em parcerias, como a que possibilitou esta discussão”, avaliou Willian de Paula.

Treinamento – Para capacitar os coordenadores de pesquisa e pós-graduação dos campi, será feito um treinamento sobre o SUAP-Módulo Pesquisa durante todo o dia 9, com o instrutor do IFRN, Rafael Hernandez dos Passos. Este ano os trâmites dos projetos de pesquisa passam a ser executados através desse sistema.

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